Deixe sua postagem aqui!

Deixe sua postagem aqui!
Postagem

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Práticas de linguagem oral e alfabetização inicial na escola:Perspectiva Sociolinguística Erik Jacobson- aulas dos dias:16 e 23/06/09


PCN - Lingua Portuguesa

Que escrita cabe à escola ensinar?

ALFABETIZAÇÃO E ENSINO DA LÍNGUA

É habitual pensar sobre a área de Língua Portuguesa como se ela fosse um foguete de dois estágios: o primeiro para se soltar da Terra e o segundo para navegar no espaço. O primeiro seria o que já se chamou de “primeiras letras”, hoje alfabetização, e o segundo, aí sim, o estudo da língua propriamente dita.
Durante o primeiro estágio, previsto para durar em geral um ano, o professor deveria ensinar o sistema alfabético de escrita (a correspondência fonográfica) e algumas convenções ortográficas do português — o que garantiria ao aluno a possibilidade de ler e escrever por si mesmo, condição para poder disparar o segundo estágio do metafórico foguete. Esse segundo estágio se desenvolveria
em duas linhas básicas: os exercícios de redação e os treinos ortográficos e gramaticais.
O conhecimento atualmente disponível recomenda uma revisão dessa metodologia e aponta para a necessidade de repensar sobre teorias e práticas tão difundidas e estabelecidas, que, para a maioria dos professores, tendem a parecer as únicas possíveis.
Por trás da prática em dois estágios, está a teoria que concebe a capacidade de produzir textos como dependente da capacidade de grafá-los de próprio punho. Na Antiguidade grega, berço de alguns dos mais importantes textos produzidos pela humanidade, o autor era quem compunha e ditava para ser escrito pelo escriba; a colaboração do escriba era transformar os enunciados em marcas gráficas que lhes davam a permanência, uma tarefa menor, e esses artífices pouco contribuíram para a grandeza da filosofia ou do teatro grego.
A compreensão atual da relação entre a aquisição das capacidades de redigir e grafar rompe com a crença arraigada de que o domínio do bê-á-bá seja pré-requisito para o início do ensino de língua e nos mostra que esses dois processos de aprendizagem podem e devem ocorrer de forma simultânea. Um diz respeito à aprendizagem de um conhecimento de natureza notacional : a escrita alfabética ; o outro se refere à aprendizagem da linguagem que se usa para escrever.
A conquista da escrita alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e produzir textos em linguagem escrita. Essa aprendizagem exige um trabalho pedagógico sistemático.
Quando se usa aqui a expressão “de fato”, a intenção é marcar a existência sociocultural extra-escolar dessas atividades discursivas, sua existência no interior de práticas sociais comunicativas não-escolarizadas. Ao longo deste documento a expressão foi usada também referindo-se a textos, a usos da linguagem, a circunstâncias de enunciação, etc.
Neste documento, entende-se por notacional o que se refere a sistemas de representação convencional, como o sistema de escrita alfabético, a escrita dos números, a escrita musical, etc.
A escrita alfabética é um sistema de escrita regido pelo princípio da fonografia, em que o signo gráfico representa normalmente um ou mais fonemas do idioma.
Quando são lidas histórias ou notícias de jornal para crianças que ainda não sabem ler e escrever convencionalmente, ensina-se a elas como são organizados, na escrita, estes dois gêneros: desde o vocabulário adequado a cada um, até os recursos coesivos que lhes são característicos. Um aluno que produz um texto, ditando-o para que outro escreva, produz um texto escrito, isto é, um texto cuja forma é escrita ainda que a via seja oral. Como o autor grego, o produtor do texto é aquele que cria o discurso, independentemente de grafá-lo ou não. Essa diferenciação é que torna possível uma pedagogia de transmissão oral para ensinar a linguagem que se usa para escrever.
Ensinar a escrever textos torna-se uma tarefa muito difícil fora do convívio com textos verdadeiros, com leitores e escritores verdadeiros e com situações de comunicação que os tornem necessários. Fora da escola escrevem-se textos dirigidos a interlocutores de fato. Todo texto pertence a um determinado gênero, com uma forma própria, que se pode aprender.
Quando entram na escola, os textos que circulam socialmente cumprem um papel modelizador, servindo como fonte de referência, repertório textual, suporte da atividade intertextual. A diversidade textual que existe fora da escola pode e deve estar a serviço da expansão do conhecimento letrado do aluno.
Mas a ênfase que se está dando ao conhecimento sobre as características discursivas da linguagem — que hoje sabe-se essencial para a participação no mundo letrado — não significa que a aquisição da escrita alfabética deixe de ser importante. A capacidade de decifrar o escrito é não só condição para a leitura independente como — verdadeiro rito de passagem — um saber de grande valor social.
É preciso ter claro também que as propostas didáticas difundidas a partir de 1985, ao enfatizar o papel da ação e reflexão do aluno no processo de alfabetização, não sugerem (como parece ter sido entendido por alguns) uma abordagem espontaneísta da alfabetização escolar; ao contrário, o conhecimento dos caminhos percorridos pelo aluno favorece a intervenção pedagógica e não a omissão, pois permite ao professor ajustar a informação oferecida às condições de interpretação em cada momento do processo. Permite também considerar os erros cometidos pelo aluno como pistas para guiar sua prática, para torná-la menos genérica e mais eficaz.
A alfabetização, considerada em seu sentido restrito de aquisição da escrita alfabética, ocorre dentro de um processo mais amplo de aprendizagem da Língua Portuguesa. Esse enfoque coloca necessariamente um novo papel para o professor das séries iniciais: o de professor de Língua Portuguesa.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Iniciamos o texto "Contextos de alfabetização na aula"de Ana Teberosky e Núria Ribera. 26/05/2009 e concluímos em 02/06/2009



HIPÓTESES DE ALFABETIZAÇÃO SEGUNDO EMILIA FERREIRO E ANA TEBEROSKY.

Por acreditarem que a criança busca a aprendizagem na medida em que constrói o raciocínio lógico e que o processo evolutivo de aprender a ler e escrever passa por níveis de conceitualização que revelam as hipóteses a que chegou a criança, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky definiram , da Língua Escrita, cinco níveis:

• Nível 1: Hipótese Pré-Silábica;
• Nível 2: Intermediário I;
• Nível 3: Hipótese Silábica;
• Nível 4: Hipótese Silábico-Alfabética ou Intermediário II;
• Nível 5: Hipótese Alfabética.

A caracterização de cada nível não e determinante, podendo a criança estar em um nível ainda com características do nível anterior. Essas situações são mais freqüentes nos níveis Intermediários I e II, onde freqüentemente podemos nos deparar com contradições na conduta da criança e nos quais se percebe aa perda de estabilidade do nível anterior e a não estabilidade no nível seguinte, evidenciando o conflito cognitivo.

• Nível 1: Hipótese Pré-Silábica;
A criança:
- não estabelece vinculo entre fala e escrita;
- demonstra intenção de escrever através de traçado linear com formas diferentes;
- usa letras do próprio nome ou letras e números d\na mesma palavra;
- caracteriza uma palavra como letra inicial;
- tem leitura global, individual e instável do que escreve: só ela sabe o que quis escrever;


• Nível 2: Intermediário I;
A criança:
- começa ater consciência de que existe alguma relação entre pronuncia e a escrita;
- começa a desvincular a escrita das imagens e os números das letras;
- conserva as hipóteses da quantidade mínima e da variedade de caracteres.

• Nível 3: Hipótese Silábica;
A criança:
- já supõe que a escrita representa a fala;
- tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras;
- já supõe que a menor unidade de língua seja a sílaba;
- em frases, pode escrever uma letra para cada palavra.

• Nível 4: Hipótese Silábico-Alfabética ou Intermediário II;
A criança:
- inicia a superação da hipótese silábica;
- compreende que a escrita representa o som da fala;
- passa a fazer uma leitura termo a termo; (não global)
- consegue combinar vogais e consoantes numa mesma palavra, numa tentativa de combinar sons, sem tornar, ainda, sua escrita socializável. Por exemplo, CAL para cavalo.

• Nível 5: Hipótese alfabética.
A criança:
- compreende que a escrita tem função social;
- compreende o modo de construção do código da escrita;
- omite letras quando mistura as hipóteses alfabética e silábica;
- não tem problemas de escrita no que se refere a conceito;
- não e ortográfica e nem léxica.

A alfabetização não é mais vista como sendo o ensino de um sistema gráfico que equivale a sons. Um aspecto que tem que ser considerado nessa nova perspectiva e que a relação da escrita com a oralidade não é uma relação de dependência da primeira com a segunda, mas e antes uma relação de interdependência, isto e, ambos os sistemas de representação influenciam-se igualmente.

Temos então que a concepção que em geral se faz a respeito da aquisição da linguagem escrita, corresponde a um modelo linear e “positivo” de desenvolvimento, segundo o qual a criança aprende a usar e decodificar símbolos gráficos que representam os sons da fala, saindo de um ponto ‘x’ e chegando a um ponto ‘y’.

O dia a dia apresentado pelos alunos que ingressam nas séries iniciais, mostra-se preocupante, considerando que a cada momento, o educador encontra-se diante de alguns obstáculos, principalmente quando se refere à leitura e suas interpretações.Essa dificuldade embora comuns, se difunde em outras, como interpretação de textos, ditado, cópia e etc..., o que numa linguagem atual se reporta às técnicas de redação. Entende-se que cada aluno apresenta sua dificuldade, alguns tem bloqueios para escrever, expressar suas emoções, falar etc. Nesse contexto, o professor precisa estar atento a essas dificuldades, a fim de criar mecanismo para seu enfrentamento, reconhecendo que na fase inicial, a criança absorve o que lhe é repassado e incorpora valores que no decorrer da vida escolar, se contemporizam com outros, podendo gerar conflito ou dificuldades.

Autora:Maira Haydée Goellner
Graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas. Cursando Especialização em Psicopedagogia Clinica e Institucional. Professora de Educação Infantil pela rede municipal de ensino.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Uma agulha no palheiro...19/05/2009



Oi pessoal!

Bem, ontem (dia19 de maio de 2009) tive aula de Tendências atuais no Ensino de Lingua Portuguesa II e somente neste encontro "caiu a ficha" de que esta é uma disciplina de Língua Portuguesa. Li um capítulo do livro Oralidade e Escrita - A organização da fala e da escrita - dos autores: Leonor Lopes Fávero, Maria Lúcia C. V. O. Andrade e Zilda G. O. Aquino - e fiz a atividade (que era para responder em dupla - no meu caso foi trio - as perguntas relativas ao texto). Só que quando cheguei na sala e o profº Ivanildo começou a falar da atividade, eu levei um choque! Porque nenhuma das três leu corretamente o enunciado do texto que dizia para R-E-F-L-E-T-I-R sobre o texto. (risos) Essa distração e gafe que sempre cobramos dos nossos alunos desta vez passou dispercebida por T-R-Ê-S alunas da graduação.
A figura desta postagem se chama UMA AGULHA NO PALHEIRO, é pessoal foi assim mesmo que me senti conforme o professor ia dando as explicações do texto, e eu que pensei que a turma ia se colocar dizendo que teve muitas dúvidas se calou. E eu me pergunto, se calaram por que foi fácil ou por que não entenderam o texto?
Como o professor tinha avisado esse texto seria mais complexo do que os primeiros lidos na disciplina. Mas não achei que fosse tanto. O conteúdo ao meu ver era muito específico da área da Língua Portuguesa. Desta vez o professor não concentrou suas aulas na didática de uma aula para alunos da educação infantil ou primeira fase do ensino fundamental como é de praxe ser o conteúdo das TAES.
Mais uma surpresa que o profº Ivan está nos pregando.
Tenho que confessar que não gosto de português (gramática) e nem de matemática, mas adoro redação, adoro história, adoro inglês, adoro geografia política. Mas sei que se quero ser professora pelo menos tenho que saber o conteúdo daquilo que não gosto, para não transmitir uma falta de aptidão minha para meus alunos.
Eu sei que se gosto de escrever preciso saber utilizar corretamente a gramática, mas só acho que é muito complexa a gramática portuguesa.
Minha opinião sobre o texto é a seguinte, precisamos sim saber das varáveis que estruram a conversação para podermos distinguir no texto dos nossos alunos, por exemplo numa narrativa ou até mesmo observando as falas deles no dia-a-dia quial é a variável que ele não consegue estabelecer, para que possamos aplicar exercícios específicos para ensiná-lo.
Se não soubermos por exemplo da coesão seqüencial, como vamos poder dizer para os nossos alunos que ele está fazendo demasiadamente o uso de um conector? Como vamos fazer com que ele tenha outras opções se não soubermos nem da existência delas?
Às vezes nos prendemos muito ao COMO ensinar e nos esquecemos de que temos que saber POR QUE e PARA que estamos ensinando.
O que mais ficou marcado neste texto pra mim foi a questão da intereção, do par adjacente, do diálogo e aí fui lembrando de Horward Gardner como a questão da relação interpessoal e Edgar Morin quando diz que o diálogo é o melhor caminho para resolvermos as problemáticas.
Eu não tinha entendido muito bem os turnos, e alguns exemplos de diálogos citados no texto, mas consigui entender com as explicações de uma amiga e do professor em sala.
Por hoje é só pessoal...desculpem pelo desabafo...(risos)
Mas é horrível se sentir uma agulha no palheiro...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Exemplos de Gênero Textual e Tipologia Textual




Gênero textual: O Blog é um bom exemplo de gênero textual porque além de estarmos trabalhando com um blog nesta disciplina Tendências Atuais do Ensino de Português, ele também é de fácil entendimento para o grupo jovem que vive a frequentar as lan houses buscando novos conhecimentos. E o professor não pode estar fora desse contexto.

Blog - É um “diário pessoal e público” publicado na internet - é um tipo de página pessoal no qual o dono desenvolve alguma conversa sobre um ou vários assuntos interessantes e deixa aberto um mural com a opinião dos visitantes.



Tipo textual: Coloquei a caricatura de um locutor de futebol porque imediatamente lembramos da narração de um jogo, acho que esse seria um bom exemplo pra trabalharmos com nossas crianças, é um exemplo bem próximo das vivência delas, um exemplo sempre atual, e que dá "pano pra manga" quando falamos de futebol. (risos)

Narração - A narração está vinculada à nossa vida, pois sempre temos algo a contar.
Narrar é relatar fatos e acontecimentos, reais ou fictícios, vividos por indivíduos, envolvendo ação e movimento.
A narrativa impõe certas normas:

a) o fato: que deve ter seqüência ordenada; a sucessão de tais seqüências recebe o nome de enredo, trama ou ação;
b) a personagem;
c) o ambiente: o lugar onde ocorreu o fato;
d) o momento: o tempo da ação

O relato de um episódio implica interferência dos seguintes elementos:

fato - o quê?
personagem - quem?
ambiente - onde?
momento - quando?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Diefrença entre Gênero Textual e Tipo Textual - Atividade do dia 28/04/2009


Tipos textuais Gêneros textuais
Designam uma seqüência definida pela natureza lingüística de sua composição. São observados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas. São os textos materializados encontrados em nosso cotidiano. Esses apresentam características sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, composição, conteúdo e canal.
Narração
Descrição
Argumentação
Injunção
Exposição
Carta pessoal, comercial, bilhete
Diário pessoal, agenda, anotações
Romance
Resenha
Blog
E-mail
Bate-papo (Chat)
Orkut
Vídeo-conferência
Second Life (Realidade virtual)
Fórum
Aula expositiva, virtual
Reunião de condomínio, debate
Entrevista
Lista de compras
Piada
Sermão
Cardápio
Horóscopo
Instruções de uso
Inquérito policial
Telefonema etc.


BIBLIOGRAFIA INDICADA

DIONÍSIO, Angela Paiva, MACHADO; Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (Orgs.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.

MARCUSHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos (orgs.). Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Aula sobre embalagens dia 05/05/2009.




Boa pessoal,
Trabalhamos o texto Processos Iniciais de Leitura e Escrita de Rosineide Magalhães de Souza e nos questionamos como podem crianças que ainda não foram alfabetizadas conseguirem reconhecer determinado nome, de determinado alimento e dize-lo em público como se já tivessem contato com a língua.
Vimos que isto acontece porque as crianças têm um contato com a língua escrita nos anos iniciais que é prévio a ação da alfabetização, já que ela está inserida no mundo, ela tem contato com a TV, ela sabe o que é um jornal escrito, uma revista, um gibi, a bíblia e certas palavras chaves são acompanhadas de alguns logotipos que fazem com que a criança faça essa assimilação rapidamente.
Paulo Freire foi um grande teórico que falava muito desta vivência da criança anteriormente a vida escolar e como é bom nós respeitarmos e utilizarmos estes conhecimentos para trabalhar com a criança aquilo que ela já sabe.
Coloquei o vídeo da Coca-cola que é a marca mundialmente conhecida de um refrigerante. A criança pode não saber ler ainda mas ela reconhece a o logotipo da Coca-cola.

Bye, bye, até o próximo encontro.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Poema Graciliano Ramos ( Inspiração para escrever a carta de Apresentação)



Auto-retrato aos 56 anos

Nasceu em 1892, em Quebrangulo, Alagoas.
Casado duas vezes, tem sete filhos.
Altura 1,75.
Sapato n.º 41.
Colarinho n.º 39.
Prefere não andar.
Não gosta de vizinhos.
Detesta rádio, telefone e campainhas.
Tem horror às pessoas que falam alto.
Usa óculos. Meio calvo.
Não tem preferência por nenhuma comida.
Não gosta de frutas nem de doces.
Indiferente à música.
Sua leitura predileta: a Bíblia.
Escreveu “Caetés” com 34 anos de idade.
Não dá preferência a nenhum dos seus livros publicados.
Gosta de beber aguardente.
É ateu. Indiferente à Academia.
Odeia a burguesia. Adora crianças.
Romancistas brasileiros que mais lhe agradam: Manoel Antônio de Almeida, Machado de Assis, Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz.
Gosta de palavrões escritos e falados.
Deseja a morte do capitalismo.
Escreveu seus livros pela manhã.
Fuma cigarros “Selma” (três maços por dia).
É inspetor de ensino, trabalha no “Correio do Manhã”.
Apesar de o acharem pessimista, discorda de tudo.
Só tem cinco ternos de roupa, estragados.
Refaz seus romances várias vezes.
Esteve preso duas vezes.
É-Ihe indiferente estar preso ou solto.
Escreve à mão.
Seus maiores amigos: Capitão Lobo, Cubano, José Lins do Rego e José Olympio.
Tem poucas dívidas.
Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas.
Espera morrer com 57 anos.


Graciliano Ramos