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Postagem

domingo, 26 de julho de 2009

Avaliação do processo de constução do portifólio eletrônico


Achei muito bom aprender a fazer um blog, utilizei de várias mídias durante a construção, consegui usar um layout diferente do que o site blogger oferece. Consegui fazer uma coerência entre as mídias, porque não era qualquer mídia e sim a que tivesse haver com educação, com alfabetização.
Só achei que foi um pouco difícil sim não ter uma resposta ao longo das postagens, uma espécie de tutor mesmo, que é o que funciona na educação a distância - o que aprendi também neste semestre.
No começo é lógico que foi difícil mas era fazer ou fazer e eu encarei como um desafio...na minha opinião valeu a pena pelo que eu aprendi.

Sem mais,
Lidiane Silva de Sant'anna.

Síntese conclusiva


Acredito que para as pessoas que ainda não tinham uma concepção de linguagem oral e escrita, agora elas tem uma visão bem ampla do que seja esse processo complexo. Já aqueles que tinham uma visão, re-significaram esse conhecimento a partir do momento que esses conceitos durante o decorrer do curso tiveram um suporte construtivista. Essa teoria tem embasado os professores que querem valorizar o conhecimento prévio que seus alunos trazem ao chegar em suas salas para serem alfabetizados, sem falar nas novas propostas de alfabetização, de que ferramentas usar e aonde encontrar.
Muito mais que uma aula sobre as novas tendências de ensino de lingua portuguesa, com cunho teórico atual, tivemos um novo olhar do nosso trabalho enquanto educadores mesmo, do que significa alfabetizar uma criança. Eu não tinha esse olhar diferenciado, essa postura que adquiri ao longo dos textos, dos debates e principalmente das pesquisas pois nas minha postagens eu fui em busca de novos conhecimentos.
Gostei muito do que a proposta da disciplina trouxe para complementar a minha formação.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Conclusão do exercício reflexivo





Texto Base: FÁVERO, Leonor L. ANDRADE, Maria Lúcia C. V. AQUINO, Zilda G. O. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. 6. Ed., São Paulo: Cortez, 2007

1) a) Atividade na qual interagem dois ou mais interlocutores que se alternam constantemente, estes interlocutores organizam suas falas e se alternam sem uma disposição fixa. Este encontro pode ser relativamente simétrico ou assimétrico. O primeiro condiz a ambos os interlocutores terem o direito de dispor o tópico discursivo, estabelecer o tempo de participação, etc. Já o relativamente assimétrico caracteriza-se por um dos interlocutores começarem o diálogo, conduzi-lo, etc.
Não podemos esquecer que toda atividade conversacional tem um caráter interativo.


b) As variáveis são: Tópico ou assunto: é o tema da conversa, o que se comenta no diálogo entre os participantes.
Situação: É a ocasião da conversação onde os participantes se comunicam verbalmente e/ou não. Pois além do que está sendo falado, os gestos e expressões podem afetar a conversação. Por isso os participantes devem estar atentos a todos os detalhes.
Papéis dos participantes: É o comportamento, determinado pela situação, dos participantes. É a partir disso que a linguagem vai se adaptar. Ex.: No trabalho nos comportamos de uma forma e durante uma recreação de outra.
Modo: É a forma como a linguagem se mostra, dependendo do contexto. Dependendo, o discurso pode ocorrer formal ou informalmente.
Meio: É o canal de comunicação por onde ocorre a conversa. Pode ser: face a face, via telefone, internet, etc.



2)a) Interação entre pelo menos 2 falantes;
b) Ocorrência de pelo menos uma troca de falantes;
c) Presença de uma seqüência de ações coordenadas;
d) Execução num determinado tempo;
e) Envolvimento numa interação centrada.
Para interagir numa conversação, é necessário que os participantes consigam inferir do que se trata e o que se espera de cada um. As características apresentadas permitem salientar que o texto conversacional é criação coletiva e se produz não só interacionalmente, mas também de forma organizada, ainda que haja cortes, interrupções, retomadas, sobreposição, etc.

3) Nível Local: A conversação acontece em pares e os interlocutores se alternam nas falas e as desenvolvem um após o outro, podendo haver, por exemplo, momentos de hesitação e sobreposição.

Ex: F1: Oi João! Ontem eu bem vi a Marcelle no shopping, porque você não foi?
F2: Por que você não quis ir.
F1: Por que você não quis ir?
F2: Porque eu fui jogar bola com meu pai no clube.

Nível Global: Os locutores geralmente têm um vínculo afetivo, por isso um tema iniciado numa conversa pode desencadear outro assunto e repentinamente o assunto inicial pode ser retomado.

Ex: F1: Oi Diego, você ouviu o que a professora disse?
F2: Ouvi sim, ela quer que façamos as três folhas de exercício e entreguemos semana que vem, vê se pode?
F1: Por isso que a professora de Artes é considerada uma professora super boa.
F2: É verdade, ontem a gente estava conversando sobre as flores. Eu até disse que minha avó tem um jardim lindo, com margaridas e tulipas vermelhas.
F1: Mas então vamos fazer o exercício juntos?
F2: Por mim tudo bem.

4) Coesão referencial: é a repetição do mesmo item lexical, isso revela a falta de agilidade na busca de melhor expressão ou um recurso para continuar o diálogo.
Exemplo:
F1:O que está acontecendo Nelminha?
F2: É que o Pedrinho sempre vai a escola de carro, hoje o carro quebrou e ele parece que não sabe ir de ônibus. Se ele sempre fosse a escola de ônibus ele iria saber, mas essa história de sempre ir de carro, quando o carro quebra é isso, essa moleza.
F1:Umm...acho que entendi.

Coesão recorrencial – é a presença da paráfrase como elemento coesivo.

Ex:F1:Eu já estudei toda a matéria do livro de matemática e português hoje.
F2: Então você está fera para a prova de amanhã?
F1:Sim.

Coesão seqüencial – pode ser observada a partir dos conectores.
Exemplo:
F1: Aqui na escola sempre tem confusão, mas não é bagunça né?
F2: Ah é né, só porque é público o povo pensa que tem 24 horas de confusão mesmo. (risos)
F1: (risos) É né...e pior que a gente é que paga o pato né? A gente é quem leva a fama.

5) Turno – É a produção da conversa por um determinado interlocutor, sendo que há sucessão de turnos, ou seja, trocas nas falas. Ora um ouvinte, o outro falante e vice-versa. Turno é qualquer intervenção de falantes.

F1: Ontem a aula foi muito boa e...
F2: E eu sei que eu perdi a professora imitando sapo.
F1:Quem contou pra você?
F2: A própria professora.

Tópico discursivo – “aquilo sobre o que está se falando” assunto da conversa.
Ex:
F1: Quem vai levar:
F2: Eu! Porque cheguei primeiro.
F3: Eu não queria levar nada mesmo.
F1: Umm...pode me ajudar com a minha bolsa se quiser.
F3: Tá, eu quero Tia.

Marcadores conversacional – servem para designar não só elementos verbais, mas também prosódicos (o riso, o olhar, a gesticulação) e não-lingüísticos (assim como as pausas) que desempenham uma função interacional qualquer na fala.

F1: Atchin!
F2: Saúde!
F1:Obrigado!
F2: Alergia?
F1: Cof cof cof...não, não, resfriado mesmo.

Par adjacente: pergunta-resposta, convite-aceitação ou recusa, pedido-concordância ou recusa, saudação-saudação. Elemento básico da interação.
F1: Você foi a aula ontem?
F2: Não e você?
F1: Não, mas eu vou hoje.
F2: Ah que bom, vamos nos ver lá.

O texto nos mostrou que oralidade e escrita se relacionam sim, mas que há uma estrutura complexa por trás de cada um. Assim, o estudo da fala para nós enquanto alfabetizadores de privilegiar a língua falada,e no decorrer deste processo nos habilita a mostrar aos nossos alunos a variedade do uso da fala, que existem vários níveis (formal, informal) e suas modalidades (escrita e falada).

Alunas: Lidiane Silva de Sant' anna
Priscila Rainho
Eliane Martins

terça-feira, 14 de julho de 2009

A construção do conhecimento sobre a escrita do livro Aprender a ler e a escrever: uma proposta construtivista de Ana Teberosky e Teresa 14/07/2009



Não quis me prender muito ao texto porque já fiz uma postagem dizendo como que se dá esse processo de assimilação de conteúdo na vertente de Emília Ferreiro, mas posso dizer basicamente que: O objetivo do texto é apresentar a escrita sob a concepção da criança que aprende a ler e escrever fazendo perguntas e resolvendo problemas - adqurindo informações e construindo conhecimentos. Lembrando sempre que a criança interage com o social elaborando hipóteses sobre a escrita e a leitura, essa construção depende das pessoas que estão a incentivando e das coisas ao seu redor, a leitura deste mundo é individual e o mesmo meio pode ter diferentes significações para crianças de um mesmo local.


Atividade legal para se trabalhar com as crianças nesta vertente do texto:

Adivinhações para brincar com crianças

Escrito por Pablo Zevallos

Os jogos de adivinhação ajudam a estimular a inteligência das crianças. Um dos jogos mais divertidos e inteligentes para desfrutar em família e entre amiguinhos são as adivinhações. Além de divertido que são, as adivinhações ajudam a criança a aprender, associar idéias e palavras, a aumentar seu vocabulário, etc.

As adivinhações são ditos populares, jogos infantis geniais que têm como meta entreter e divertir as crianças, contribuindo ao mesmo tempo com a aprendizagem, e o ensino de novo vocabulário. A adivinhação é um passatempo ideal para as horas de diversão com o seu filho.

Além disso, se conhece alguma outra adivinhação, das que apresentamos aqui, e quiser compartilhar com a gente, escreva-nos:

Não espere mais, experimente nossas adivinhações e verás que seu filho se divertirá muito!!
Adivinhações infantis

Adivinhe quem sou:
quanto mais lavo,
mais suja vou
A água

Quem é que bebe pelos pés?
A árvore

Todo mundo leva,
Todo mundo tem,
Porque a todos lhes dão um
Quando ao mundo vem.
O nome


Todos me pisam,
Mas eu não piso em ninguém;
Todos perguntam por mim,
E eu não pergunto por ninguém.
O caminho

Minha casa levo nas costas,
Atrás de mim deixo uma trilha,
Sou lento de movimentos,
E não gosto do jardineiro.
O Caracol

Somos muitos irmãozinhos, em uma só casa vivemos, se nos coçam a cabeça, num instante morremos.
Os fósforos

Fui na feira e comprei uma bela, cheguei em casa e comecei a chorar com ela.
A cebola

Uma casinha com duas janelinhas
Se olhas para ela, ficas zarolha.
O nariz

Ouro não é, prata não é, abre a cortina e verás o que é.
a banana

O que é que é que nunca volta, embora nunca tenha ido?
o Passado

O que é que se pões na mesa, parte, reparte mas não se come?
baralho

O que é que dá um pulo e se veste de noiva?
pipoca


Está no meio do ovo?
A letra V

O que o zero disse para o oito?
Que cinto maneiro!!!

Se você mudar uma letra em meu nome, irá aparecer o nome do animal que é meu maior inimigo. Quem sou?
Rato

Por que o computador foi preso?
Porque ele executou um programa.

Qual o pé que é mais rápido?
O pé- de- vento!!!

O que é, o que é?
Que não se come,
Mas é bom para se comer?
Talher

Tem coroa, mas não é rei, tem raiz, mas não é planta?
O Dente

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A pedido do professor meu comentário virou postagem


Olá pessoal, fiz um comentário bastante denso deste texto e ainda não tive a oportunidade de transcrevê-lo para o blog, mas o farei brevemente. Só para esclarecer que o texto complementar postado ajuda na percepção da Idéia da autora Ana Teberosky ao trabalhar com Alfabetização, vale lembrar que tem sim um cunho costrutivista no seu ideal, uma vez que têm trabalhos realizados em parcerias com Emília Ferreiro, seguidoras do grande teórico, Vygostky. O seu ideal de processo de formação do sujeito se dá de forma constante, nas interações do sujeito com o outro e com o próprio meio. Pos isso os pensamentos Freirianos vem a complementar toda essa metodologia diferenciada de alfavetização. Se queremos que nossos alunos sejam ativos nesse processo, jamais poderemos aceitar uma educação bancária e muito menos um processo de alfabetização descontextualizado da vivência dessa criança, da sua prática social. É por isso e nisso que eu vejo os textos da disciplina se inter-relacionando e se complementando ao decorrer dos debates porque quando fizemos atividade em sala de aula que levantou a possibilidade de trabalharmos com embalagens nós estavamos já desenvolvendo uma prática de alfabetização coerente com o que estes teóricos propõem. Isso pra mim são tendências atuais do ensino de ligua portuguesa, é estudar as tendências teóricas e conseguir viabilizar isso na prática pedagógica, que sabemos que não é fácil de acordo com os impecílios que os prof°s encontram, que são inúmeros. Mas que temos saber conviver com eles e tentar minimizá-los diante de nossas crianças.
Bem, estarei como disse no início fazendo observações mais específicas sobre o texto.
Lidiane.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

COMO EU CHEGO NA FEBF?



Exibir mapa ampliado


Semana retrazada eu organizei junto com colegas da Faculdade a Semana da Pedagogia, e ficou meio complicado explicar para os palestrantes como se chegar na nossa faculdade, aí agora me veio na cabeça essa possibilidade de trabalhar com as crianças a questão do lugar, assim como a criança já chega na escola com algumas concepções de oralidade e escrita, ela também já chega com a concepção de qual caminho ela percorre para se chegar a escola. E nessa viajem será que ela não tem pontos principais que ela identifica sempre neste caminho? será que não tem alguma escrita nesses pontos que ela identifica? Acho que pode ser uma boa oportunidade para se trabalhar em sala de aula.
Espero saber o que vocês pensam na socialização dos blogs.
Beijos,
Lidi.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Práticas de linguagem oral e alfabetização inicial na escola:Perspectiva Sociolinguística Erik Jacobson- aulas dos dias:16 e 23/06/09


PCN - Lingua Portuguesa

Que escrita cabe à escola ensinar?

ALFABETIZAÇÃO E ENSINO DA LÍNGUA

É habitual pensar sobre a área de Língua Portuguesa como se ela fosse um foguete de dois estágios: o primeiro para se soltar da Terra e o segundo para navegar no espaço. O primeiro seria o que já se chamou de “primeiras letras”, hoje alfabetização, e o segundo, aí sim, o estudo da língua propriamente dita.
Durante o primeiro estágio, previsto para durar em geral um ano, o professor deveria ensinar o sistema alfabético de escrita (a correspondência fonográfica) e algumas convenções ortográficas do português — o que garantiria ao aluno a possibilidade de ler e escrever por si mesmo, condição para poder disparar o segundo estágio do metafórico foguete. Esse segundo estágio se desenvolveria
em duas linhas básicas: os exercícios de redação e os treinos ortográficos e gramaticais.
O conhecimento atualmente disponível recomenda uma revisão dessa metodologia e aponta para a necessidade de repensar sobre teorias e práticas tão difundidas e estabelecidas, que, para a maioria dos professores, tendem a parecer as únicas possíveis.
Por trás da prática em dois estágios, está a teoria que concebe a capacidade de produzir textos como dependente da capacidade de grafá-los de próprio punho. Na Antiguidade grega, berço de alguns dos mais importantes textos produzidos pela humanidade, o autor era quem compunha e ditava para ser escrito pelo escriba; a colaboração do escriba era transformar os enunciados em marcas gráficas que lhes davam a permanência, uma tarefa menor, e esses artífices pouco contribuíram para a grandeza da filosofia ou do teatro grego.
A compreensão atual da relação entre a aquisição das capacidades de redigir e grafar rompe com a crença arraigada de que o domínio do bê-á-bá seja pré-requisito para o início do ensino de língua e nos mostra que esses dois processos de aprendizagem podem e devem ocorrer de forma simultânea. Um diz respeito à aprendizagem de um conhecimento de natureza notacional : a escrita alfabética ; o outro se refere à aprendizagem da linguagem que se usa para escrever.
A conquista da escrita alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e produzir textos em linguagem escrita. Essa aprendizagem exige um trabalho pedagógico sistemático.
Quando se usa aqui a expressão “de fato”, a intenção é marcar a existência sociocultural extra-escolar dessas atividades discursivas, sua existência no interior de práticas sociais comunicativas não-escolarizadas. Ao longo deste documento a expressão foi usada também referindo-se a textos, a usos da linguagem, a circunstâncias de enunciação, etc.
Neste documento, entende-se por notacional o que se refere a sistemas de representação convencional, como o sistema de escrita alfabético, a escrita dos números, a escrita musical, etc.
A escrita alfabética é um sistema de escrita regido pelo princípio da fonografia, em que o signo gráfico representa normalmente um ou mais fonemas do idioma.
Quando são lidas histórias ou notícias de jornal para crianças que ainda não sabem ler e escrever convencionalmente, ensina-se a elas como são organizados, na escrita, estes dois gêneros: desde o vocabulário adequado a cada um, até os recursos coesivos que lhes são característicos. Um aluno que produz um texto, ditando-o para que outro escreva, produz um texto escrito, isto é, um texto cuja forma é escrita ainda que a via seja oral. Como o autor grego, o produtor do texto é aquele que cria o discurso, independentemente de grafá-lo ou não. Essa diferenciação é que torna possível uma pedagogia de transmissão oral para ensinar a linguagem que se usa para escrever.
Ensinar a escrever textos torna-se uma tarefa muito difícil fora do convívio com textos verdadeiros, com leitores e escritores verdadeiros e com situações de comunicação que os tornem necessários. Fora da escola escrevem-se textos dirigidos a interlocutores de fato. Todo texto pertence a um determinado gênero, com uma forma própria, que se pode aprender.
Quando entram na escola, os textos que circulam socialmente cumprem um papel modelizador, servindo como fonte de referência, repertório textual, suporte da atividade intertextual. A diversidade textual que existe fora da escola pode e deve estar a serviço da expansão do conhecimento letrado do aluno.
Mas a ênfase que se está dando ao conhecimento sobre as características discursivas da linguagem — que hoje sabe-se essencial para a participação no mundo letrado — não significa que a aquisição da escrita alfabética deixe de ser importante. A capacidade de decifrar o escrito é não só condição para a leitura independente como — verdadeiro rito de passagem — um saber de grande valor social.
É preciso ter claro também que as propostas didáticas difundidas a partir de 1985, ao enfatizar o papel da ação e reflexão do aluno no processo de alfabetização, não sugerem (como parece ter sido entendido por alguns) uma abordagem espontaneísta da alfabetização escolar; ao contrário, o conhecimento dos caminhos percorridos pelo aluno favorece a intervenção pedagógica e não a omissão, pois permite ao professor ajustar a informação oferecida às condições de interpretação em cada momento do processo. Permite também considerar os erros cometidos pelo aluno como pistas para guiar sua prática, para torná-la menos genérica e mais eficaz.
A alfabetização, considerada em seu sentido restrito de aquisição da escrita alfabética, ocorre dentro de um processo mais amplo de aprendizagem da Língua Portuguesa. Esse enfoque coloca necessariamente um novo papel para o professor das séries iniciais: o de professor de Língua Portuguesa.